Meta description SEO: Entenda o que é o Magnésio Tripla Ação, quais formas de magnésio estão presentes e o que os estudos científicos revelam sobre os benefícios desse mineral essencial.
Palavras-chave: magnésio tripla ação, formas de magnésio, malato de magnésio, treonato de magnésio, glicinato de magnésio, deficiência de magnésio
O magnésio é o quarto mineral mais abundante no organismo humano e cofator de mais de 300 reações enzimáticas — da síntese de ATP à regulação do sistema nervoso. Apesar de sua importância fundamental, pesquisas indicam que grande parte da população não atinge as recomendações diárias desse mineral apenas pela alimentação.
O que muitas pessoas não sabem, porém, é que nem todo suplemento de magnésio é igual. A forma química em que o magnésio é apresentado influencia diretamente sua absorção, biodisponibilidade e os tecidos para os quais ele é direcionado no organismo. É aí que entra o conceito de magnésio tripla ação.
O que é o Magnésio Tripla Ação?
O termo 'tripla ação' refere-se à combinação de três formas de magnésio com perfis de absorção e atuação distintos, geralmente o malato de magnésio, o glicinato de magnésio e o treonato de magnésio. Cada uma delas carrega o mineral a diferentes compartimentos do corpo, ampliando o espectro de benefícios.
1. Malato de Magnésio
O malato de magnésio é uma combinação de magnésio com ácido málico, um ácido orgânico presente naturalmente em frutas. O ácido málico é um intermediário do ciclo de Krebs — a via central de produção de energia celular — e sua associação com o magnésio favorece especialmente a produção de ATP (adenosina trifosfato), a molécula que o corpo usa como combustível imediato.
Estudos sugerem que o malato de magnésio pode ser particularmente útil em quadros de fadiga muscular e sensibilidade muscular. Uma pesquisa publicada no Journal of Nutritional & Environmental Medicine (Russell et al., 1995) investigou sua utilização em pessoas com fibromialgia, reportando melhora na dor e no cansaço nos participantes suplementados.
2. Glicinato de Magnésio
O glicinato de magnésio (ou bisglicinato) combina o mineral ao aminoácido glicina. Esta forma é reconhecida por apresentar alta biodisponibilidade e excelente tolerabilidade gastrointestinal — o que a diferencia das formas mais comuns, como o óxido de magnésio, que frequentemente causam efeito laxativo.
A glicina, por si só, é um neurotransmissor inibitório com papel reconhecido na qualidade do sono. Um estudo publicado no periódico Sleep and Biological Rhythms (Bannai & Kawai, 2012) demonstrou que a suplementação com glicina antes de dormir melhorou a qualidade subjetiva do sono e reduziu a sonolência diurna nos participantes. A associação com o magnésio potencializa esses efeitos, tornando o glicinato uma forma especialmente interessante para o período noturno.
3. Treonato de Magnésio
O treonato de magnésio (também chamado L-treonato de magnésio) é a forma mais recentemente desenvolvida e a que tem gerado maior interesse na neurociência. Seu diferencial está na capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica — a estrutura que protege o cérebro e restringe a passagem de substâncias da corrente sanguínea para o sistema nervoso central.
Um estudo publicado na revista Neuron (Slutsky et al., 2010), conduzido pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), demonstrou que o treonato de magnésio foi a única forma testada capaz de elevar os níveis de magnésio no líquido cefalorraquidiano e no córtex cerebral de ratos, com melhoras significativas na plasticidade sináptica e na função cognitiva.
Pesquisas subsequentes em humanos reforçam o interesse nessa forma para aspectos relacionados à memória, concentração e saúde cognitiva a longo prazo.
Deficiência de Magnésio: mais comum do que parece
Uma revisão publicada no Nutrients (Rosanoff et al., 2012) estimou que até 75% da população americana não consome quantidades adequadas de magnésio. No Brasil, o cenário é similar: o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, o uso crônico de certos medicamentos (como inibidores de bomba de prótons e diuréticos) e o estresse crônico são fatores que contribuem para a depleção desse mineral.
Os sinais mais comuns associados à insuficiência de magnésio incluem:
- Câimbras musculares frequentes
- Dificuldade para dormir ou sono não reparador
- Irritabilidade e ansiedade
- Cansaço persistente sem causa aparente
- Dores de cabeça frequentes
- Palpitações cardíacas
Esses sintomas são inespecíficos e podem ter múltiplas causas, por isso o diagnóstico de deficiência de magnésio deve ser investigado com um profissional de saúde.
Magnésio e sistema nervoso
O magnésio tem papel regulatório sobre os receptores NMDA (N-metil-D-aspartato), que são os principais receptores excitatórios do sistema nervoso central. Quando o magnésio está em níveis adequados, ele bloqueia a ativação excessiva desses receptores, contribuindo para uma resposta mais equilibrada ao estresse e reduzindo o estado de hiperexcitabilidade neuronal — frequentemente associado à ansiedade e ao sono de má qualidade.
Uma revisão de 2017 publicada no Nutrients (Boyle et al., 2017) analisou 18 estudos sobre magnésio e ansiedade e concluiu que há evidências preliminares favoráveis ao uso do mineral como estratégia adjunta no manejo da ansiedade leve a moderada, especialmente em populações com ingestão insuficiente.
Como utilizar
Modo de uso sugerido: 2 cápsulas ao dia, preferencialmente à tarde ou à noite. Esse horário é estratégico: o magnésio tem um efeito relaxante que favorece a transição para o sono, e os níveis de cortisol (hormônio do estresse) naturalmente caem nesse período, criando uma janela favorável para a suplementação.
Evitar o jejum não é uma regra absoluta para o magnésio, mas consumi-lo junto a uma refeição pode reduzir eventuais desconfortos gastrointestinais em pessoas mais sensíveis.
Para quem pode ser indicado?
O magnésio tripla ação pode ser particularmente relevante para:
- Pessoas com alta demanda física ou atletas (suporte à função muscular)
- Indivíduos com dificuldades de sono ou insônia leve
- Pessoas sob estresse crônico
- Quem sente câimbras musculares frequentes
- Indivíduos que desejam suportar a saúde cognitiva
Como sempre, a avaliação individualizada por um nutricionista ou médico é fundamental para determinar a dosagem adequada e avaliar possíveis interações com medicamentos em uso.
Referências científicas: Russell et al. (1995), Journal of Nutritional & Environmental Medicine; Slutsky et al. (2010), Neuron (MIT); Boyle et al. (2017), Nutrients; Rosanoff et al. (2012), Nutrients; Bannai & Kawai (2012), Sleep and Biological Rhythms.
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